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PALEO, LOW CARB E CETOGÊNICA: SÃO A MESMA COISA?

VOCÊ VAI COMER CARBOIDRATOS NA PALEO, SIM!

Já escrevi aqui bastante sobre a Paleo mas acho que ainda não deixei muito claro a relação da mesma com o consumo de carboidratos. Vamos lá: a Paleo consiste na premissa de comer comida de verdade, por isso ela defende o consumo de tudo que já citei AQUI e retira tudo que faz mal ao nosso corpo. É uma alimentação em prol da saúde. Tem gente por aí, inclusive profissionais dizendo que nós (seguidores da filosofia paleolítica) deixamos de lado os carbos: não é verdade.

Você deve adaptar o consumo de carboidratos com os seus objetivos e escolher as fontes certas desse macronutriente: Essa não é uma alimentação que elimina os carboidratos da sua vida – frutas são ótimas fontes de carboidratos assim como verduras e oleaginosas – só precisamos escolher os alimentos que nos fazem bem: um pedaço de mandioca ou de batata-doce é muito mais saudável do que uma fatia de pão, ainda que integral, isso porque os dois primeiros vegetais citados vieram da terra e o pão veio de uma indústria onde o fabricante pode estar escondendo detalhes para ficar dentro das leis, e mesmo que siga as leis, elas tem brechas.

Voltamos ao consumo de carboidratos:

Podemos chamar todas as dietas LCHF (low carb high fat) de cetogênicas, pois elas usam a gordura como fonte de energia ao invés da glicose.

Algumas dietas que induzem a cetose são a dieta atkins, mediterrânea, dukan e paleo. Eu defendo a paleo acima das outras pelos seus benefícios de uma alimentação limpa: enquanto nas outras (cito dukan, principalmente) seus praticantes costumam comer muitos industrializados. Principalmente alimentos de mentirinha com baixo teor de carboidrato, que na verdade são calorias vazias (alguns possuem vitaminas adicionadas artificialmente, assim como o sabor). Sabemos que evitar glúten não é ir comprar um pão sem glúten ou evitar doces não é comprar uma barra de cereal integral.

MAS O QUE É CETOSE?

Você perde peso mais rápido com uma dieta baixa em carboidratos por conta da cetose (por isso dietas do padrão low carb levam o nome de dietas cetogênicas como já comentei lá no início). A cetose consiste em um estado metabólico onde seu fígado irá produzir pequenas moléculas orgânicas que são chamadas de corpos cetônicos. Sendo mais direta, o fígado transforma moléculas grandes de gordura em corpos cetônicos, que são menores e usados por praticamente todos os órgãos do organismo. Isso quer dizer que o seu corpo vai estar usando energia das gorduras, logo, você perde peso muito rápido porque vai queimar gordura.

Além do estado constante de cetose você vai estabilizar sua insulina e mandar pra longe seu vício por açúcar.

A PALEO É UMA DIETA CETÔGENICA?

A Paleo pode ser cetogênica ou não. Ou seja, ter um consumo de carboidratos “alto” ou baixo. (Não sou a favor de ter um consumo super alto de carboidratos porque assim você estará deixando de aproveitar os maiores benefícios, que pra mim, vêm de uma alimentação baixa de carboidratos e rica em gorduras e eu já explorei um pouco desse assunto nos post anteriores – 1, 2, 34)

Mas vamos lá, se você está feliz com seu corpo e só quer manter o peso, pode consumir mais carboidratos – lembrando sempre que devem vir de frutas, verduras e tubérculos como mostrei nos posts anteriores.

Se você deseja perder peso, limite sua ingestão de carboidratos (100-150g por dia) e já terá excelentes resultados. Se você quer perder peso muito rápido, reduza os carboidratos para 20 ou 50g por dia e deixe a cetose fazer sua mágica ainda mais rapidamente.

SOCORRO! 100G DE CARBOIDRATOS?

Quando eu digo 100g de carboidratos, não quero dizer pra você pesar uma banana e comer apenas 100g – note que 100g de banana possuí 23g de carboidratos, enquanto 100 gramas de morangos possui 8g. Isso significa que para perder peso mais rápido você deve optar por frutas vermelhas e vegetais com pouco carboidrato e baixar a ingestão de tubérculos (ou até eliminá-los por um tempo)

OBS 1: Por Dr. Souto “A resistência à insulina que caracteriza a dieta cetogênica é fisiológica, e não patológica – completamente diferente da resistência à insulina que caracteriza a síndrome metabólica e o DM2″ 

OBS 2Cetose (ketosis) não deve ser confundida com a cetoacidose (cetoacidose diabética ou a cetoacidose alcoólica menos comum), que é a cetose grave que faz o pH do sangue cair abaixo de 7,2. Cetoacidose ocorre apenas em diabéticos. Cetose não é cetoacidose, não traz perigo para a saúde e é inclusive recomendada para pessoas com diabetes pois ajuda a controlar a insulina. Por Liliane Peritore, do blog Café com Manteiga – aproveite para ler mais.

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QUER LER MAIS SOBRE O ASSUNTO?

Uma das verdadeiramente excitantes novas fronteiras da terapia nutricional é o estudo de dietas cetogênicas ricas em gorduras e pobres em carboidratos, especificamente em relação à prevenção e cura do câncer. O uso terapêutico da dieta cetogênica não é novidade. Ela tem sido usada no mínimo desde 1920, quando pesquisadores na Universidade Johns Hopkins descobriram que a dieta podia curar algumas crianças de ataques epiléticos, quando as drogas falhavam.

Continue lendo…

ENTÃO, O QUE É UMA DIETA PALEO? É BAIXA EM CARBOIDRATOS? ALTA EM PROTEÍNA? INCLUI LATICÍNIOS?

Bem no começo, de acordo com o livro do Dr. Loren Cordain: “A Dieta Paleo: Perca Peso e Fique Saudável Consumindo os Alimentos que Você Foi Feito para Comer”, a dieta era considerada baixa a moderada em carboidratos e relativamente baixa em gordura saturada (embora a gordura monoinsaturada não fosse restrita).

Então, quando as dietas low carb cresceram em popularidade e muitos low carbers migraram para a Paleo, pareceu que a linha entre low-carb e dieta dos nossos ancestrais começou a ficar menos nítida. Para estas pessoas, a dieta dos nossos ancestrais é alta em gordura – principalmente gordura saturada – e baixa em carboidratos, com uma quantidade moderada de proteína.

Mais recentemente, alguns autores/blogueiros têm defendido uma dieta baseada nos princípios ancestrais em geral, mas que também pode incluir alguns derivados do leite e até alguns grãos, como o arroz, dependendo da tolerância individual. Outros têm sugerido que uma dieta mais alta em carboidratos – desde que os carboidratos venham de tubérculos e não dos grãos – pode ser boa.

Então, o que é uma dieta Paleo? É baixa em carboidratos? Alta em proteína? Inclui laticínios?

Nós não somos robôs: variações entre grupos e indivíduos

A resposta para esta pergunta depende de diversos fatores. Primeiro, estamos querendo saber o que nossos ancestrais paleolíticos consumiam, ou queremos saber qual a melhor dieta para o ser humano moderno? Enquanto os seguidores mais restritos da dieta dirão que não há diferença entre estas perguntas, outros (incluindo eu mesmo) dirão que a inexistência de um alimento durante a era paleolítica não necessariamente significa que este alimento não é nutricional ou benéfico. Alguns derivados do leite são um bom exemplo.

Texto traduzido retirado do blog Primal Brasil: continue lendo (vale muuuito a pena).

Ficou com alguma dúvida? Deixa aqui nos comentários! Beijos!

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